14/12/2009

Uruguay: las compras y la fatiga

INDIADA: sf (índio+ada) Grupo ou conjunto de índios. 2 Reg (Rio Grande do Sul) Grupo de gaúchos; gauchada. 3 Grupo de homens quaisquer. 4 Programa de índio, todo tipo de programa que não dá ou não dará certo, que será lotado, ou obrigará as pessoas a suportar muito calor ou outros tipos de desconforto.

***

A indiada:
Há dias vínhamos conversando sobre Rivera, e sobre a necessidade de comprar algumas coisinhas para o bebê e para a casa nova por lá... Mas ainda não tínhamos definido quando isso iria acontecer ;]
Ontem acordamos às 4h da manhã e após tirarmos par ou ímpar decidimos ir para o Uruguay . Assim mesmo, sem nenhuma preparação.
-*-
Como trabalhamos na segunda, não tínhamos como ficar mais de um dia. Ou seja, faríamos cerca de 770 km em um único dia.
Fomos por Santa Maria, a paisagem é linda, principalmente a ponte da cidade de Rosário.
Não levamos uma garrafa d’água sequer, nem uma bolachinha... Grandessíssimo engano, pois postos de gasolina são artigo de luxo por aquelas bandas, e chegamos a andar mais de duas horas sem um postinho sequer...
-*-
Eu levei o meu travesseiro da NASA (adoro!), que me salvou e muito, pois a uma certa altura eu já não agüentava de dor em tudo quanto era canto...
-*-
Vamos a saga dos banheiros (porque grávida que é grávida precisa de banheiro toda hora):
Desde que engravidei adotamos um novo esqueminha de viagem, paramos mais ou menos a cada uma hora e meia para que eu possa esticar as canetas :] e normalmente ir ao banheiro. O fato é que, como já disse banheiros não haviam... Cheguei a ir ao banheiro na polícia rodoviária :] , e adorei. O policial foi muito atencioso e o banheiro estava bem limpinho.
Ainda falando em banheiros! Gente, como é difícil as manobras equilibristas que a mulher precisa fazer para ir ao banheiro! Gestante então, pior ainda!
Fui em um banheiro que ficava em um restaurante abandonado em um posto quase fantasma (se não fosse por um moço de olhar estranho que ficava lá abastecendo os carros e cuidando de tudo sozinho). O lugar tinha até morcegos, não tinha portas, água e muito menos papel (por sorte a nojenta aqui sempre carrega lenços de papel e álcool gel, desde sempre).
Fiquei impressionada em como os banheiros ficavam piores a medida que o uruguay se aproximava, parecia um indicador de localização... Chegando lá pensei que as coisas fossem melhorar, mas me enganei mais uma vez. Nenhum free shop tem banheiro (ter eles tem, mas não emprestam), não vi banheiros públicos (ainda bem, odeio banheiro público). Então quando precisei tive que ir aos restaurantes e consumir alguma coisa para poder usar...
Só uma vez emprestaram o banheiro na loja, logicamente comovidos pela barriguda descabelada de pés inchados aqui... E ainda precisei desviar de milhões de caixas e cuidar a porta ajudada (ou vigiada?) por uma das funcionárias do lugar. Nessas horas dei graças a Deus pelo bebê ser guri, muito mais prático ever!
*-*
Já havíamos ido ao país antes, mas sempre íamos a Rio Branco, a Rivera foi a primeira vez. Eu tinha uma visão mais romântica do lugar, mas percebi que o negócio é consumo. Não é um passeio muito produtivo em termos de cultura (pelo pouco que vimos, lógico que deve ter muito mais, sei que fomos superficiais), é puro consumismo... Ainda mais nessa época do ano, em que tudo é voltado para o consumo mesmo.
Ao chegar lá percebemos que ao contrário de Rio Branco não existe aquela recepção (o pórtico lindão que tem lá dá bem a idéia de estarmos entrando em um outro país-foto ao lado). O que há é a Praça Internacional que divide os dois países em meios a trocentos mil camelôs :P Ou seja, nada romântico de novo. De um lado da praça está Livramento, do outro Rivera.
A cidade não é tão suja e poeirenta como Rio Branco, mas em compensação é tão movimentada e poluída visualmente quanto.
*-*
Tem muitas lojas, muitas mesmo, pena que não sabíamos que a maioria delas (fora os free shops maiores, como o Neutral e o Duty free) fechavam após o meio dia... :[ Mesmo assim deu para caminhar muito, comprar idem e sairmos exaustos de lá, e arrependidos de não termos ido em um sábado e pernoitado em um Hotel.
*-*
A rua principal é a Sarandi, que possui as lojas maiores e o maior movimento. As lojas de bebê estão nas ruas transversais e na paralela do lado direito de quem desce da praça. São muitas lojas, mas infelizmente só duas estavam abertas, e para variar só tinham coisas de menina. Os tip tops da única loja que tinha roupinhas de bebê não eram bonitos, não eram práticos e tinham o mesmo preço daqui, portanto não eram viáveis só por serem de marcas conhecidas como GAP, etc.
*-*
Agora lembrei de uma coisa: Passeio no Uruguay para compras precisa incluir perfumes importados, maquiagens, cremes, queijos, vinhos, alfajores e roupas de marca (em sua maioria esportivas). Eu particularmente fui só por causa dos meus amados Vizzio, como já havia falado por aqui. Infelizmente não achei em parte alguma, e quando já estávamos indo embora resolvemos passar no Neutral out let e enfim consegui alguns sachêss com 3 ou 4 bolinhas em cada um :[ Mas já serve para matar o desejo :]
*-*
No quesito alimentação é um problema, eu tenho receio de me entregar às Parriladas da vida e me arrepender depois, acho aquelas comidas deles muito fortes. O único restaurante do lado brasileiro que encontramos aberto às 14hs era caro, sujo, a comida era ruim e até a sobremesa era por quilo. Ou seja, comi pouco e mal, mas precisava, não podia deixar o meu piazinho passar fome :]
*-*
Mas tem uma coisa que preciso diser: Que povo educado, que gente amável... Sei que são acostumados a lidar com turistas, que não fazem mais que a obrigação, mas de Rosário até o Uruguay fomos surpreendidos por uma série de gentilezas, desde o moço que guardava os carros até as pessoas nas ruas, fiquei encantada!
*-*
Mais tarde eu posto fotos e descrições das compras e do carrinho...

Beijos!!!

8 disseram que...:

Débora disse...

Ai, "sidentifiquei" horrores com esse post!

Eu fui a rivera há dois anos atrás, e no ano passado fui a Rio Branco.

Achei o máximo aquele pórtico na entrada de Rio Branco! Muito mais glamour do que os camelôs na praça internacional né?
A gente vinha caminhando com as compras e tal, aí quando chegava ali nos camelôs um amigo dizia: "Agora esconde a sacola e corre que tamo chegando no Brasil!"
HAHahahahahahahaahah

Morria rindo, e ele corria mesmo!

Ai ai...

Em Rivera aproveitei bastante pois pernoitei lá, mas em Rio Branco passei uma tarde e nem pude ver nada. O bom é que os banheiros de Rio Branco são melhores viu? Pelo menos numa das free-shops que eu fui era lindão!
O bom é comprar muito alfajor, bebidas (que agora não me pertencem maaaaais), perfumes hummmmm!

E eu tbm quero ir pra comprar coisas pro baby. Vale a pena??

Beijinhos!
Ahh, vou linkar teu blog lá no meu. Adorei!

Beijos!

Marina* disse...

Oii Amama^^
Passei pra deixar beijocas. Deus abençoe!

Mamãe Greice disse...

Oi Bia... está tudo mais ou menos arrumado.. mas aff, tô morta. Para piorar trabalho no comércio e essa época é o uó!

Mas quanto ao sexo do baby, a médica não quiz dar palpite... que droga..

Mas marquei para dia 28/12, pelo menos no ano novo gostaria de chamar o baby pelo nome, né? E dia 31 já faço 20 semanas, daí nem vem, né? Dá para ver...

Beijo

Mamãe Greice disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Mamãe Greice disse...

Oi Bia... está tudo mais ou menos arrumado.. mas aff, tô morta. Para piorar trabalho no comércio e essa época é o uó!

Mas quanto ao sexo do baby, a médica não quiz dar palpite... que droga..

Mas marquei para dia 28/12, pelo menos no ano novo gostaria de chamar o baby pelo nome, né? E dia 31 já faço 20 semanas, daí nem vem, né? Dá para ver...

Beijo

Mamãe Greice disse...

Oi Bia... está tudo mais ou menos arrumado.. mas aff, tô morta. Para piorar trabalho no comércio e essa época é o uó!

Mas quanto ao sexo do baby, a médica não quiz dar palpite... que droga..

Mas marquei para dia 28/12, pelo menos no ano novo gostaria de chamar o baby pelo nome, né? E dia 31 já faço 20 semanas, daí nem vem, né? Dá para ver...

Beijo

Mamãe Greice disse...

Oi Bia... está tudo mais ou menos arrumado.. mas aff, tô morta. Para piorar trabalho no comércio e essa época é o uó!

Mas quanto ao sexo do baby, a médica não quiz dar palpite... que droga..

Mas marquei para dia 28/12, pelo menos no ano novo gostaria de chamar o baby pelo nome, né? E dia 31 já faço 20 semanas, daí nem vem, né? Dá para ver...

Beijo

Paloma, a mãe disse...

Aaah, este Uruguai eu não conheço, falei de Montevidéu. Mas onde vc fala deve ser mais barato mesmo.
Sorte de vcs que moram no Sul!
Bjs

Uruguay: las compras y la fatiga

Posted 12:16 by Bia in Marcadores: , , ,
INDIADA: sf (índio+ada) Grupo ou conjunto de índios. 2 Reg (Rio Grande do Sul) Grupo de gaúchos; gauchada. 3 Grupo de homens quaisquer. 4 Programa de índio, todo tipo de programa que não dá ou não dará certo, que será lotado, ou obrigará as pessoas a suportar muito calor ou outros tipos de desconforto.

***

A indiada:
Há dias vínhamos conversando sobre Rivera, e sobre a necessidade de comprar algumas coisinhas para o bebê e para a casa nova por lá... Mas ainda não tínhamos definido quando isso iria acontecer ;]
Ontem acordamos às 4h da manhã e após tirarmos par ou ímpar decidimos ir para o Uruguay . Assim mesmo, sem nenhuma preparação.
-*-
Como trabalhamos na segunda, não tínhamos como ficar mais de um dia. Ou seja, faríamos cerca de 770 km em um único dia.
Fomos por Santa Maria, a paisagem é linda, principalmente a ponte da cidade de Rosário.
Não levamos uma garrafa d’água sequer, nem uma bolachinha... Grandessíssimo engano, pois postos de gasolina são artigo de luxo por aquelas bandas, e chegamos a andar mais de duas horas sem um postinho sequer...
-*-
Eu levei o meu travesseiro da NASA (adoro!), que me salvou e muito, pois a uma certa altura eu já não agüentava de dor em tudo quanto era canto...
-*-
Vamos a saga dos banheiros (porque grávida que é grávida precisa de banheiro toda hora):
Desde que engravidei adotamos um novo esqueminha de viagem, paramos mais ou menos a cada uma hora e meia para que eu possa esticar as canetas :] e normalmente ir ao banheiro. O fato é que, como já disse banheiros não haviam... Cheguei a ir ao banheiro na polícia rodoviária :] , e adorei. O policial foi muito atencioso e o banheiro estava bem limpinho.
Ainda falando em banheiros! Gente, como é difícil as manobras equilibristas que a mulher precisa fazer para ir ao banheiro! Gestante então, pior ainda!
Fui em um banheiro que ficava em um restaurante abandonado em um posto quase fantasma (se não fosse por um moço de olhar estranho que ficava lá abastecendo os carros e cuidando de tudo sozinho). O lugar tinha até morcegos, não tinha portas, água e muito menos papel (por sorte a nojenta aqui sempre carrega lenços de papel e álcool gel, desde sempre).
Fiquei impressionada em como os banheiros ficavam piores a medida que o uruguay se aproximava, parecia um indicador de localização... Chegando lá pensei que as coisas fossem melhorar, mas me enganei mais uma vez. Nenhum free shop tem banheiro (ter eles tem, mas não emprestam), não vi banheiros públicos (ainda bem, odeio banheiro público). Então quando precisei tive que ir aos restaurantes e consumir alguma coisa para poder usar...
Só uma vez emprestaram o banheiro na loja, logicamente comovidos pela barriguda descabelada de pés inchados aqui... E ainda precisei desviar de milhões de caixas e cuidar a porta ajudada (ou vigiada?) por uma das funcionárias do lugar. Nessas horas dei graças a Deus pelo bebê ser guri, muito mais prático ever!
*-*
Já havíamos ido ao país antes, mas sempre íamos a Rio Branco, a Rivera foi a primeira vez. Eu tinha uma visão mais romântica do lugar, mas percebi que o negócio é consumo. Não é um passeio muito produtivo em termos de cultura (pelo pouco que vimos, lógico que deve ter muito mais, sei que fomos superficiais), é puro consumismo... Ainda mais nessa época do ano, em que tudo é voltado para o consumo mesmo.
Ao chegar lá percebemos que ao contrário de Rio Branco não existe aquela recepção (o pórtico lindão que tem lá dá bem a idéia de estarmos entrando em um outro país-foto ao lado). O que há é a Praça Internacional que divide os dois países em meios a trocentos mil camelôs :P Ou seja, nada romântico de novo. De um lado da praça está Livramento, do outro Rivera.
A cidade não é tão suja e poeirenta como Rio Branco, mas em compensação é tão movimentada e poluída visualmente quanto.
*-*
Tem muitas lojas, muitas mesmo, pena que não sabíamos que a maioria delas (fora os free shops maiores, como o Neutral e o Duty free) fechavam após o meio dia... :[ Mesmo assim deu para caminhar muito, comprar idem e sairmos exaustos de lá, e arrependidos de não termos ido em um sábado e pernoitado em um Hotel.
*-*
A rua principal é a Sarandi, que possui as lojas maiores e o maior movimento. As lojas de bebê estão nas ruas transversais e na paralela do lado direito de quem desce da praça. São muitas lojas, mas infelizmente só duas estavam abertas, e para variar só tinham coisas de menina. Os tip tops da única loja que tinha roupinhas de bebê não eram bonitos, não eram práticos e tinham o mesmo preço daqui, portanto não eram viáveis só por serem de marcas conhecidas como GAP, etc.
*-*
Agora lembrei de uma coisa: Passeio no Uruguay para compras precisa incluir perfumes importados, maquiagens, cremes, queijos, vinhos, alfajores e roupas de marca (em sua maioria esportivas). Eu particularmente fui só por causa dos meus amados Vizzio, como já havia falado por aqui. Infelizmente não achei em parte alguma, e quando já estávamos indo embora resolvemos passar no Neutral out let e enfim consegui alguns sachêss com 3 ou 4 bolinhas em cada um :[ Mas já serve para matar o desejo :]
*-*
No quesito alimentação é um problema, eu tenho receio de me entregar às Parriladas da vida e me arrepender depois, acho aquelas comidas deles muito fortes. O único restaurante do lado brasileiro que encontramos aberto às 14hs era caro, sujo, a comida era ruim e até a sobremesa era por quilo. Ou seja, comi pouco e mal, mas precisava, não podia deixar o meu piazinho passar fome :]
*-*
Mas tem uma coisa que preciso diser: Que povo educado, que gente amável... Sei que são acostumados a lidar com turistas, que não fazem mais que a obrigação, mas de Rosário até o Uruguay fomos surpreendidos por uma série de gentilezas, desde o moço que guardava os carros até as pessoas nas ruas, fiquei encantada!
*-*
Mais tarde eu posto fotos e descrições das compras e do carrinho...

Beijos!!!

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